Uma das leituras que eu realizei em setembro, foi O Estrangeiro, de Albert Camus e como eu havia dito nas leituras do mês, essa foi uma leitura estranha do tipo gostei do livro, mas não consegui me apegar aos personagens.
Camus é um autor francês, e um dos poucos que li e tenho na estante, mas gostei bastante da sua escrita.
Comprei esse livro completamente no escuro, somente pelo fato dele constar na lista de desafio literário que eu sigo, mas não sabia nada sobre a sinopse.
E foi um livro que me surpreendeu, não era isso que esperava da história, mas foi uma boa história, que vai contar sobre a vida de um cara chamado Mersault e o lema da vida dele é “tanto faz”. Pra ele tanto faz se chove ou faz sol, e tanto faz mudar de vida ou não, amar alguém pra casar ou casar sem amar ou não, tanto faz ser amigo de alguém ou não.
Ele é um personagem muito estranho, que não demonstra sentimentos e percebemos isso log nas primeiras páginas, quando nos deparamos com o velório da mãe desse personagem e ele não demonstra nenhuma alteração.
“Pensei que passara mais um domingo, que mamãe agora estava enterrada, que ia retomar o trabalho e que afinal, nada mudara”.
Ao longo da história o personagem se envolve em um crime e a questão do “tanto faz”, assim como a reação diante da morte da mãe serão levados muito em conta.
Na minha experiência com a leitura, acredito que o nome do livro seja exatamente por conta do personagem ser alheio ao que acontece, ao padrão da sociedade, ser atípico, um estrangeiro no mundo.
O final foi muito surpreendente pra mim e achei muito coerente com toda a história.
Ao mesmo tempo que gostei da história e de como o personagem foi construído, não me apeguei a ele e isso tornou a leitura um pouco estranha, não consegui ser a favor, nem contra do personagem, pra mim, tanto faz o que aconteceria a ele...talvez seja exatamente o que o autor queria.
Título: O estrangeiro
Autor: Albert Camus
Editora: Best Bolso
N. de páginas: 112
Nota: 03

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