Outra grande leitura que conclui no mês passado foi A revolução dos bichos, do incrível George Orwell.
É o segundo livro que leio do autor, o primeiro foi “1984” (já resenhado aqui) e só posso dizer que Orwell é amor e que quero ler toda a obra dele, pretendo fazer isso de maneira cronológica (mas são títulos um pouco caros, então isso vai ocorrer devagar...).
Por mais que sejam clássicos escritos a partir dos anos 40, a linguagem do autor é muito acessível, com críticas sociais e políticas muito interessantes e, muitas vezes, colocadas de forma sarcástica.
Essa edição da Companhia das Letras traz um posfácio do Christopher Hitchens e dois prefácios do próprio Orwell, uma a primeira edição que não foi publicada e outra para uma edição ucraniana, mandada para ucranianos exilados.
O livro trata de uma crítica política e social à Revolução Russa, os personagens são animais, assim, acredito que possa ser classificado como uma fábula (ou uma alegoria, por conta da quantidade de metáforas?).
Logo no primeiro capitulo temos a apresentação dos personagens que moram na Granja Solar. Um porco chamado Major (uma analogia a Karl Marx) alerta aos demais animais, através de um discurso, que eles são explorados e oprimidos pelos humanos, que devem se preparar para uma revolução, para que tomem o lugar dos humanos e que busquem uma sociedade justa e igualitária porque todos os animais são iguais.
Major falece, mas, outros porcos (considerados os animais mais inteligentes) vão pegar essa ideia e começar a estruturar uma revolução e fazer a cabeça dos demais animais. E ela acontece naturalmente e de forma rápida.
Os porcos estabelecem mandamentos e Napoleao (Stálin) e Bola de Neve (Trotski), vivem juntos (são a cabeça da Granja).
Gradativamente os porcos vão tendo mais privilégios que os demais animais.
Em determinado momento Bola de Neve é expulso por Napoleão e a partir daí, muitas coisas começam a acontecer.
Os animais trabalham muito, mas acham que está tudo bem porque antes eram escravos e agora acham que são livres.
Muitos fatos coincidem com “1984”, mesmo esse sendo escrito primeiro, alguns fatos: uma pessoa no poder ditando todo o resto; manipulação de informações que chegam aos trabalhadores; eles não discutem, não pensam por eles mesmos; chega um momento que já não lembram como era antes da revolução, qualquer coisa apresentada é tomada como real.
No posfácio, entendemos que inicialmente ninguém queria publicar o livro na época, pela sátira e por comparar os russos aos porcos, mas ele foi bem aceito e hoje é um clássico da literatura.
Recomendo demais e acho que deveria ser leitura obrigatória das aulas de história na escola.

Preciso por esse livro como prioridade para ler, tenho ele, uma edição antiga. Nunca li algum livro do Orwell, mas ouço falar muito bem dele.
ResponderExcluirColoque nas prioridades Flávio, Orwell é muito amor!!
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