quarta-feira, 2 de julho de 2014

Momento clássicos #2 – O retrato de Dorian Gray

Dentre as boas leituras que fiz no mês passado, está O retrato de Dorian Gray, do autor Oscar Wilde.
Lançado originalmente em 1890, o livro consta nas minhas duas listas de desafios literários (Rory Gilmore e 1001 livros).
A minha edição foi publicada pela Best Bolso (que se eu não estiver enganada, pertence a Record) e, edições de bolso tem os dois lados: são baratas, mas ao mesmo tempo não são tão bonitas e a capa não traz muita proteção para os mesmos.
Apesar disso, gostei da ilustração da capa que é bem sugestiva e tem tudo a ver com a história.
Comecei a gostar do livro desde o prefácio, e, descobri que o mesmo foi escrito depois que Wilde lançou a primeira edição, por conta de duras críticas que recebeu. O prefacio fala sobre o artista e sua arte, sobre os críticos, os tipos de críticas e o que elas revelam. Uma das frases mais bacanas que encontrei no prefácio foi:
“Não há livros morais nem imorais, os livros são bem ou mal escritos, apenas isto”.
A história vai girar em torno de 3 personagens : Dorian Gray que em alguns momentos é um personagem irritante e mimado, Basil que é o pintor que fez o seu retrato e um amigo do pintor, Lorde Henry.
Basil conhece Dorian e sua vida gira em torno dele, há uma certa insinuação de que há um amor entre os dois, um romance homossexual, porque a adoração que ele tem pelo Dorian e a forma como retrata sua beleza, aparece de forma muito exagerada.
O Dorian traz para Basil uma nova forma de expressar sua arte, e nesse período ele prospera muito como profissional. Ele não quer falar de Dorian para ninguém, até que um dia ele conta para o Lorde Henry e o mesmo conhece Dorian.
Henry tem várias sacadas e frases bacanas, pensamentos legais, mas ao mesmo tempo ele é um tanto babaca e egoísta e, acaba mudando um pouco o ponto de vista de Dorian sobre vários aspectos da vida.
O último quadro de Basil é um retrato do Dorian (que é muito bonito e vaidoso), e que deseja que, ao invés de envelhecer, conservar sua mocidade e deixar a velhice para o quadro. Misteriosamente isso acontece e a história vai girar em torno disso.
É uma crítica a beleza, o que ela pode fazer com as pessoas e também uma metáfora para mostrar que, todos nós temos um lado bom e um lado ruim.
O final me pareceu um pouco óbvio desde o quinto capítulo, mas não ocorreu da forma como eu imaginava e gostei muito.
Gostei muito leitura, que apesar de escrita há muitos anos, é fluida. A escrita do Oscar Wilde é genial e um tanto poética.
Apesar de clássico, tem um enredo muito atual, falando sobre a beleza, os efeitos que ela tem, o que você pode conquistar com ela e onde ela pode te levar.

Título: O retrato de Dorian Gray
Autor: Oscar Wilde
Editora: Best Bolso
Número de páginas: 240
Nota: 04

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